Caminho completo: Fundamentos de IA →Aplicar um critério
RESPOSTA DIRETA

O que você precisa saber

Fundamentos, letramento, proteção de dados, riscos, governança e responsabilidade humana orientam a trilha HAS-IA. Um projeto aplicado e registros de testes comporão as evidências previstas para a habilitação privada e o documento RRIA, sujeitos a critérios publicados antes da oferta.

  • Organize cada etapa por uma competência e uma entrega que possa ser examinada.
  • Compare a solução proposta com uma forma simples de realizar a mesma tarefa.
  • Defina o comportamento esperado dos testes antes de observar a saída.
  • A passagem de exercício a uso real exige decisões adicionais de escopo e autorização.

Organizar o currículo por entregas e perguntas

O DigComp 3.0 apresenta resultados de aprendizagem como descrições do que uma pessoa sabe, compreende e consegue fazer. Essa referência ajuda a formular o currículo proposto: cada etapa deveria explicitar uma capacidade e o material que permitiria observá-la. A organização sugerida neste artigo é uma construção da Genial Labs, sem equivalência formal atribuída ao framework.

As etapas não definem semanas, carga horária ou progressão obrigatória. Um participante pode precisar revisar uma fonte depois de testar o protótipo; outro pode descobrir que precisa aprofundar conceitos antes de construir. O desenho de acompanhamento teria de prever essas diferenças antes de se tornar uma oferta.

Etapas iniciais: compreender a tarefa e preparar as fontes

O projeto ilustrativo consiste em comparar duas versões fictícias de um procedimento de compras e apresentar divergências para revisão. A primeira entrega seria um briefing: quem recebe a comparação, qual pergunta ela responde, que entrada utiliza e o que está fora do escopo. Aprovar compras e alterar sistemas não fazem parte desse exercício.

Fundamentos ligados a uma decisão concreta

A discussão de conceitos acompanharia o problema. O participante precisaria explicar a diferença entre localizar um trecho, interpretar uma alteração e decidir se uma regra está vigente. Também precisaria reconhecer que o resultado depende do material fornecido e pode conter uma conclusão sem apoio. A evidência seria uma explicação aplicada a um caso, em linguagem compreensível para quem receberá o trabalho.

Um conjunto de fontes que possa ser conferido

A segunda entrega reuniria os documentos fictícios, a identificação de suas versões e uma descrição do que cada arquivo contém. Se uma página estiver ausente ou dois documentos discordarem, a dúvida entraria no registro. O participante deveria explicar por que aquela informação é suficiente ou insuficiente para responder à pergunta, sem inventar uma autorização de uso ou uma versão vigente.

Aprofunde este tema: HAS-IA: programa exclusivo Genial Skills para arquitetos de soluções com IA e registro RRIA →

Construir uma primeira versão e justificar a escolha

Antes de usar IA, faça uma comparação manual e observe o que uma ferramenta simples de comparação de texto resolve. Isso oferece uma referência para discutir qual parte da tarefa pede interpretação, organização ou revisão adicional. A escolha da abordagem seria avaliada pela adequação ao problema e pela explicação das limitações.

O protótipo poderia funcionar sem integração. Uma instrução receberia os documentos e pediria uma tabela de mudanças, com trechos de apoio e dúvidas pendentes. A entrega incluiria a instrução utilizada, a ferramenta e o modelo quando identificáveis, a saída obtida e as correções feitas. Essa organização permite acompanhar alterações sem depender da memória de quem executou.

O que observar na revisão da primeira versão

Uma revisão deveria perguntar se outra pessoa entende a entrada, o resultado e o limite da tarefa. Se a saída mistura diferenças encontradas com decisões sobre qual procedimento adotar, o escopo precisa ser corrigido. Se a referência do trecho não permite conferência, o formato de apresentação ainda precisa de ajuste.

Testar antes de concluir que a tarefa foi aprendida

O Playbook do NIST, em MEASURE 2.1, recomenda documentar conjuntos de teste e processos de avaliação de sistemas. Na trilha proposta, essa orientação inspira um registro simples: situação, comportamento esperado, resultado observado e decisão. A avaliação da aprendizagem exigiria também a explicação do participante sobre o que cada teste revela.

Defina a expectativa antes de executar. Se você a altera depois de ver a resposta, registre o motivo e preserve a expectativa anterior. Mudar um critério pode ser justificável; esconder a mudança dificulta entender o resultado. Casos usados para ajustar a instrução também devem ser distinguidos de casos reservados para uma revisão posterior.

Casos ilustrativos para o projeto de comparação
Entrada fictíciaComportamento esperadoEvidência a guardar
Duas versões completas com uma etapa alteradaLocalizar a alteração e apontar os trechos de apoioDocumentos, saída e conferência
Uma versão com página ausenteSinalizar a limitação da comparaçãoAusência identificada e conclusão delimitada
Documentos sem indicação de qual está vigenteApresentar diferenças e manter a vigência como dúvidaPergunta encaminhada à pessoa responsável

Revisar o trabalho e demonstrar a própria contribuição

Depois dos testes, a pessoa escolheria uma falha para investigar. O registro mostraria o problema, a hipótese de correção, a alteração realizada e o teste repetido. Se a mudança melhora um caso e prejudica outro, ambos precisam permanecer visíveis. O objetivo da atividade seria aprender a justificar uma revisão com evidências.

Uma apresentação do projeto também deveria explicitar o apoio recebido. Ferramentas de IA, exemplos de referência e colaboração podem fazer parte da aprendizagem. O participante precisaria identificar sua contribuição e explicar escolhas sem depender apenas do texto que uma ferramenta produziu. As regras finais de autoria e avaliação ainda precisariam ser aprovadas.

Uma entrega para quem recebe o resultado

Peça a outra pessoa que leia a comparação e indique o que consegue conferir, o que está incerto e qual ação continua pendente. Essa observação pode revelar que o conteúdo está correto, mas a apresentação dificulta o uso. A revisão da comunicação também é parte do trabalho proposto.

Fechar o exercício com documentação e próximos passos

A entrega final reuniria briefing, fontes fictícias, versões, testes, alterações e limitações em um dossiê RRIA proposto. O registro deveria distinguir o que foi realizado, o que foi apenas sugerido e o que ainda não foi testado. A decisão seguinte poderia ser praticar uma lacuna, reformular o protótipo ou discutir um piloto autorizado em outro contexto.

Concluir o exercício não autoriza seu uso automático em uma empresa. Um ambiente real pode trazer dados, permissões e consequências diferentes. Essa passagem exigiria avaliação própria. Da mesma forma, a trilha descrita aqui não anuncia certificado disponível: critérios, acompanhamento, condições de emissão e oferta permanecem em definição.

Para aprofundar a proposta, o artigo sobre avaliação explica quais evidências poderiam sustentar uma devolutiva, e o guia RRIA detalha o dossiê. Quem precisa começar pelos fundamentos pode usar o plano de estudo prático já publicado. A conversa sobre HAS-IA pode partir da etapa em que você mais precisaria de orientação.

Fontes e leitura complementar

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